Alberto Souza

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Oi, meu nome é Alberto e trabalho na Caelum. Preciso te dizer que esse vai ser uma apresentação maior do que o normal, mas acho necessário para você entender como eu cheguei até aqui.

Comecei a trabalhar na Caelum em 2009, como professor dos cursos básicos de Java da empresa. Fui treinado por Anderson,  que depois também se tornou um grande amigo. Dei bastante aula, para bastante gente e conheci muitas pessoas legais com os mais variados problemas, sonhos etc. O tempo passou e eu comecei a colaborar com Anderson na parte de treinar novos instrutores e aí começou uma parte do meu trabalho que considero o inicio do caminho até o este momento.

As pessoas querem muito dar aulas na Caelum! Eu mesmo era e continuo sendo fã de carteirinha da empresa. O poder transformador da educação é incrível e eu amo fazer parte disso. Na minha primeira empreitada treinando novos instrutores(as) para aulas eu já aprendi os males que podem ser causados pela pouca habilidade em lidar com pessoas. A pessoa não estava indo bem e eu, lá dentro de mim, sabia muito bem disso. Só que tem sempre aquela parte que quer ver tudo dando certo, então qual foi meu approach? continuar dando feedback positivo… Na semana seguinte, eu decidi que não ia continuar com aquele treinamento e resolvi ligar para informar. Claro que a resposta foi: mas você não disse que eu estava evoluindo? Ela ficou muito brava e meio que cortou relações comigo. Não tenho o que culpar, eu estava mais errado do que tudo e ela cheia de razão.

Depois disso treinei muitas pessoas, muitas mesmo! Nessa caminhada eu, muitas vezes, era meio duro nos feedbacks. O que acontecia durante os treinos era que eu era uma pessoa muito orientada a resultados e muitas vezes pouca empática, combinação explosiva. Vi muitas caras com aquele semblante de querer me xingar, me mandar para aquele lugar mesmo. De novo, não culpo ninguém, a maioria tinha razão. Eu era um pé no saco e pior, muitas vezes devia passar a impressão de ser mal educado e grosso.

O tempo passou mais um pouco e, de treinador dos instrutores(as), eu virei meio que o gestor/líder/chefe/palavra que você quiser aqui. Eu basicamente era responsável pela agenda de todo mundo, ia em reuniões sobre treinamentos etc. Posso falar que várias vezes tive conversas complicadas sobre aulas em cima da hora, salários, carreiras e por aí vai. E o pior, eu ainda não tinha amadurecido como facilitador(palavra que eu mais gosto hoje em dia) da vida dos outros. Meu lado orientado a resultados e pouco empático ainda imperava e, várias vezes, mesmo com toda a boa intenção no coração, meu discurso me traia e minhas palavras não chegavam como esperado nos ouvidos alheios :P. Já fui grosso, insensível, pouco aberto etc. E de novo, não tiro a razão de ninguém. Olhando para trás, fica claro que eu não fui minha melhor versão em várias daquelas conversas.

Só que mesmo com todo esse lado orientado a resultados, pouco empático e por aí vai, eu sempre entendi que a força de um negócio vem das pessoas. Cada uma pode ter uma atividade diferente dentro da empresa, mas de alguma forma elas se relacionam. Então quanto melhor forem as pessoas que trabalham num lugar, melhor esse lugar vai ser e, teoricamente, melhores resultados serão atingidos. Com essa visão, em um determinado momento, eu entendi que era hora do Grupo Caelum ter um olhar mais dedicado para todas as pessoas que estavam ali. Crescemos muito nos últimos anos e já tava fazendo falta uma abordagem mais sensível para cuidar de todo mundo.

Só que como eu poderia tentar iniciar essa abordagem se eu mesmo entendia que a minha figura era tipo um ogro que só queria enxergar resultados? Uma pessoa para trabalhar com pessoas, supostamente, tem que ser empático, agradável etc. Tomei vergonha na cara e fui tratar dos meus problemas :P. Fiz um mês de coach com um amigo do crossfit(sou crossfiteiro) e várias coisas se abriram para mim. Através de testes que eu desacreditava confirmei a minha falta de empatia e comecei um trabalho árduo para ser uma melhor versão nesse aspecto. Ainda errei muito no caminho, mas criei a habilidade de reconhecer minhas falhas cada vez mais rápido e de deixar cada vez mais claro o quão merda eu me sentia quando fazia algo ruim. Hoje em dia considero, em função dos feedbacks que já recebi, que sou uma versão melhorada e ainda com muitos pontos a serem trabalhados, claro!

Voltando para o trabalho mais amplo e estratégico com as pessoas. Posso dizer que o começou faz uns três anos. Talvez por conta do próprio processo de amadurecimento, faz um ano e meio que a coisa começou a tomar uma forma melhor. Começamos implementando as tais das pesquisas de clima e aí viemos numa ótima crescente. Melhoramos demais em feedback contínuo, reconhecimento, comunicação interna, suporte a resolução de conflitos, conhecimento geral sobre direcionamento estratégico da empresa, capacitação etc.

Durante esse tempo também estudamos muito! Eu preciso admitir que quando pego uma coisa para fazer, fico meio bitolado. Ainda me juntei com uma pessoa que é muito melhor que eu, Luísa! Por sinal nós dividimos a autoria desse blog e somos os responsáveis pelo RH(vou com esse nome por enquanto) do Grupo Caelum. Posso dizer que sem ela não teríamos nem esse blog nem o RH da empresa e eu, provavelmente, teria fracassado na empreitada.

Bom, agora chegando para o final, que também é um novo começo, da história. Todos nossos estudos, somados a prática, nos levaram a uma palavra chave: confiança. Entendemos que a confiança, por mais velha que seja, permeia todas as nossas relações. Ela aparece, das mais variadas formas, em quase todo santo livro, não importa se é uma teoria de gestão ou um caso prático. Quando isso já estava claro, ainda encontramos um estudo inspirador que deixou tangível a criação da tal da confiança. Eu consumi aquilo como se fosse um prato cheio de acarajé(sou baiano)! E agora, por conta de toda essa experiência acumulada, chegamos nesse momento. Estamos continuamente implementando esse modelo na Caelum com ótimos resultados e entendemos que mais empresas podem se beneficiar disso. Por conta desse contexto, também nos sentimos inspirados a criar um curso sobre gestão!

Por enquanto esse é o fim da minha apresentação. Eu naveguei do mundo super técnico(ainda amo) para o mundo focado em pessoas. Mas vamos ser sinceros, quase sempre estamos lidando com pessoas. O mais legal que é esse novo mundo me deixou ainda mais encantado! Vamos contar muitas coisas aqui no blog! Espero que você nos acompanhe e nos pergunte tudo que quiser. Por sinal, se quiser bater um papo sobre gestão, é só mandar um email alberto.souza at caelum com br.

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