Vale a pena ter amigos no trabalho?

group of men and women smiling while looking at phone
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Mais um pilar importante para construir uma cultura de confiança no time ou empresa é o que o autor do artigo sobre os benefícios da confiança, Paul J Zak, define por caring, que seria a questão de se importar e criar laços fortes com as pessoas do trabalho.

Benefícios de se ter amigos no trabalho

Segundo um estudo feito pela Gallup, as amizades podem ter diversas implicações no trabalho. Pessoas que possuem amizades próximas no ambiente profissional, por exemplo, possuem 50% mais satisfação no trabalho.

Num estudo com mais de 15 milhões de funcionários pelo mundo, eles procuraram saber quem tinha um(a) melhor amigo(a) no trabalho, pois este apresenta ser um preditor mais forte de resultados de performance, em comparação a ter um(a) amigo(a) ou um bom(a) amigo(a).

Segundo a pesquisa, apenas 30% dos funcionários apresentam um(a) melhor amigo(a) no trabalho. Estes, têm sete vezes mais chances de estarem engajados no trabalho, são melhores em engajar clientes, produzem com melhor qualidade e possuem um maior bem estar. Já quem não possui um(a) melhor amigo(a) no ambiente profissional, tem uma chance de 1 em 12 de ser mais engajado(a).

Uma possível razão para as amizades contribuírem para a performance também é a procura das pessoas por conselhos. Se você possui amigos no trabalho, é muito mais fácil pedir ajuda sem ter o medo de que será julgado(a) por não saber algo. Além disso, ter amigos, principalmente se são de outras áreas da empresa, te dá acesso à informações através de uma rede informal, que caso contrário talvez você não tivesse.

O que eles perceberam é que mesmo pequenas conversas num momento ocioso e pequenos momento de aumento de coesão social,  podem ser valiosos para a produtividade.

Amigos no trabalham também formam uma forte rede de apoio social entre si, tanto profissional quanto pessoal. Seja em momentos como torcer pela promoção um do outro, consolar quando um erro é cometido ou dar apoio a situações pessoais. Essa camaradagem no trabalho pode impulsionar o espírito de um funcionário e fornecer uma assistência necessária.

Os riscos das amizades

Enquanto as amizades no trabalho têm se mostrado como algo importante desde que se começaram a fazer pesquisas sobre gestão de pessoas, estudos recentes mostram que elas acontecem nas organizações com alguns contras.

A distração talvez seja o maior deles. Discussões improvisadas e pausas prolongadas para a socialização podem consumir tempo, tornando mais estressante concluir o trabalho quando estamos focados.

Ter amigos no trabalho também pode desencadear uma maior exaustão emocional, manter relações profundas é difícil. Esses relacionamentos também podem ser a fonte de estresse quando novas oportunidades, como promoções, se apresentam. É muito mais provável que tenhamos inveja das pessoas com quem estamos próximos.

Ter amigos no ambiente de trabalho pode ser um pouco mais desgastante emocionalmente, mas, segundo os estudos, nos torna mais produtivos de forma geral. Para as organizações, e líderes, o desafio é conseguir balancear esses prós e contras.

Como incentivar as amizades no trabalho

Isso precisa ser trabalhado para fazer parte da cultura da empresa e é importante que a liderança também tenha essa visão. Não adianta falarmos que as pessoas podem ser amigas se temos um ambiente profissional hostil onde não é bem visto gastar um tempo conversando com alguém ou se as pessoas sentem que estão competindo umas com as outras para poder evoluir.

Gary Kelly, CEO da Southwest, uma companhia aérea americana, diz que um modelo de cultura seria a de passar tempo com os funcionários, tratar as pessoas com respeito, se divertir, estar lá pelas pessoas em âmbito profissional e pessoal e colocar pessoas em primeiro lugar, com empatia, bondade e compaixão.

Personal Maps

Uma outra forma de estimular a amizade é incentivar as pessoas a se conhecerem além do profissional. Às vezes, passamos horas trabalhando com alguém, mas não sabemos muito sobre onde essa pessoa estudou, seus gostos, desgostos, enfim, sua história. Podemos melhorar isso com o que o management 3.0 chama de personal maps, que seriam mapas pessoais que fazemos contando um pouco mais sobre nós mesmos.

personal maps

A ideia aqui é começar com uma folha em branco, escrevemos o nome da pessoa no meio e depois começamos a escrever categorias que gostaríamos de saber sobre alguém, como com quem mora, onde estudou, no que trabalha, hobbies, família, objetivos, valores, amigos, etc. E aí, para cada uma dessas categorias adicionamos as informações mais específicas. Por exemplo, na imagem acima, vemos que, como hobbie, Susanne gosta de viajar e já visitou o Chile, Peru e Bolívia.

Essa atividade pode ser bem divertida e interessante, e pode ser surpreendente o quanto mais você pode conhecer alguém.

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