A ciência por trás da confiança

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Como falamos no post inicial do blog, traçar um caminho para aumentar os índices de confiança das pessoas para a empresa pode ser um grande diferencial estratégico. Só que falando em termos práticos, o que podemos fazer para construir essa relação? Queremos despertar nas pessoas aquele sentimento de “eu quero ajudar”. Esse sentimento tem tudo a ver com o sentimento de dono, que é algo buscado por muitas empresas!

Antes de chegar na parte científica da coisa, eu quero deixar aqui listado os livros que já li sobre o tema gestão, liderança e sobre pessoas em geral:

  1. Extreme Teams: Why Pixar, Netflix, AirBnB, and Other Cutting-Edge Companies Succeed Where Most Fail
  2. Vital Friends: The People You Can’t Afford to Live Without
  3. It’s Your Ship: Management Techniques from the Best Damn Ship in the Navy
  4. Creativity, Inc.: Overcoming the Unseen Forces That Stand in the Way of True Inspiration
  5. Lean In: Women, Work, and the Will to Lead (vai além do feminismo, recomendo fortemente)
  6. Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us
  7. Switch: How to Change Things When Change Is Hard
  8. Extreme Ownership: How U.S. Navy SEALs Lead and Win
  9. The Five Dysfunctions of a Team: A Leadership Fable
  10. Radical Candor: Be a Kick-Ass Boss Without Losing Your Humanity
  11. In Search of Excellence
  12. High Output Management
  13. Disney U – How Disney University Develops the World’s Most Engaged, Loyal, and Customer-Centric Employees

Um tema que cruza quase todos os livros é: Empresas que brilham têm sempre pessoas trabalhando em busca de excelência. E para essas empresas chegarem nesse nível, elas investiram muito nas pessoas e também em criar ambientes onde as potencialidades possam florescer. E foi por isso que eu deixei um livro aqui para o final:

  • Trust Factor: The Science of Creating High-Performance Companies

Paul J. Zak, é o autor deste livro. Na verdade o livro é inspirado totalmente no artigo científico THE NEUROSCIENCE OF HIGH-TRUST ORGANIZATIONS.  Esse poderia ser até apenas mais um artigo e é super novo, de 2017. Olhar só para o artigo pareceria uma loucura, mas quando você olha para tudo que foi escrito nos livros,  observa o que é praticado nas empresas e volta para o artigo, você percebe que ele realmente achou um caminho muito promissor. O resumo da ópera é que ele descreve oito pilares que podem ser trabalhados de maneira continuada na empresa para que os índices de confiança aumentem. A tendência é que isso facilite a busca por resultados :). Abaixo segue a lista dos pilares:

  1. Ovation – Pratique o reconhecimento
  2. Expectation – Desafie o time a ser a melhor versão dele mesmo
  3. Invest – Invista no desenvolvimento das pessoas e dos times
  4. Yield – Autonomia sobre implementação das tarefas
  5. Transfer – Autonomia sobre decisão de quais projetos participar
  6. Openness – Facilite a transparência das informações
  7. Caring – Proponha um ambiente onde a amizade possa florescer
  8. Natural – Encare a honestidade e vulnerabilidade como forças das pessoas e times

Por sinal, ordenamos da maneira que acreditamos ser a melhor progressão para ser adotada. E se você voltar para os livros de gestão que já leu, ou para os que eu listei acima, vai perceber que os pilares em si não trazem nada de super inovador. Tudo, de alguma forma, é comentado e praticado mundo a fora. Só que agora você tem esse conjunto de práticas analisadas e que podem ser aplicadas de forma super estratégica. É um caminho que tem tudo para ser benéfico para as pessoas e para a empresa.

Agora acho que vale a pena falar um pouco sobre o autor, para você perceber que ele vem dedicando esforço nesse campo de estudo já faz tempo.

Paul, espero que ele não se importe com a intimidade, estuda sobre a neurociência por trás das relações humanas há 20 anos. Já faz tempo que ele estuda sobre os efeitos do hormônio ocitocina sobre tais relações, inclusive ele tem um livro chamado The Moral Molecule , que trata sobre o assunto. A ideia com o último estudo é justamente promover uma gestão que aumente as chances de liberação de ocitocina através de ações relacionadas aos oito pilares e, como consequência, o aumento na confiança das pessoas no trabalho. Por sinal, o artigo foi analisado pela Harvard Business Review e lá você pode ver alguns números interessantes. E, de novo, os números encontrados sobre stress, engajamento, produtividade e por aí vai, estão super linkados com as informações trazidas pelos relatórios produzidos pelas grandes empresas Para fechar sobre as referências do autor, você pode acessar o site do CNS (Center for Neuroeconomics Studies), laboratório que tem Paul J Zak como líder.

O objetivo do post era deixar claro o motivo de apostarmos num modelo de gestão que busca usar a criação da confiança como drive para busca de excelência. Espero que você tenha gostado. Quer debater, questionar? Fala com a gente! Deixe um comentário, vamos adorar conversar sobre o assunto.

 

 

 

 

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